Fórum Nacional

Orkut do Fórum Baiano

Campanha Contra o Extermínio da Juventude Negra

Campanha Contra o Extermínio da Juventude Negra

Dicas de Site

Dia de Mobilização Contra o Extermínio

Lançamento do Fonajune

sábado, 11 de abril de 2009

I Plenária do Fórum Baiano de Juventude Negra reuniu os diversos segmentos organizados de juventude negra do estado e jovens negros/as que tiveram interesse em participar desse processo e construir proposições à Assembléia de Lançamento do Fórum Nacional de Juventude Negra, que realizado período de 25, 26 e 27 de julho de 2008 em São Paulo / Guarujá. A delegação baiana levou 21 jovens negros (as) entre coordenação nacional delegadas( os) e observadores (as).

Á Juventude Negra da Bahia

À Juventude Negra da Bahia A Coordenação eleita pela delegação baiana no Encontro Nacional de Juventude Negra - ENJUNE para representar o estado na Coordenação provisória do Fórum Nacional de Juventude Negra, convoca os jovens negros e negras desse estado, a participar da I Plenária Estadual do Fórum Baiano de Juventude Negra, foi realizada nos dias 11, 12 e 13 de julho de 2008, no Recôncavo Baiano, na cidade de Maragojipe.Realizar a Plenária Estadual do Fórum Baiano de Juventude Negra é cumprir uma demanda referendada na plenária final do Encontro Nacional da Juventude Negra / ENJUNE, realizado em julho de 2007 na cidade de Lauro de Freitas. Corajosamente foi cumprida em curto prazo a Agenda Política do Fórum Baiano de Juventude Negra a qual continha ações e estratégias de aglutinação das várias juventudes negras e diálogo com o Poder Público. A atuação histórica na Conferência Estadual de Juventude e a participação, outrora conquistada na Comissão Organizadora, garantiram a presença das pautas da juventude negra na Comissão de Construção do Plano Estadual de Juventude.Este empenho político corroborou para que a Resolução do ENJUNE - Encontro Nacional de Juventude Negra fosse eleita a primeira Prioridade das Políticas Públicas de Juventude na Conferência Nacional de Juventude.Em maio do corrente ano, a Audiência Pública na Assembléia Legislativa da Bahia, contou com a presença de mais de 400 pessoas e debateu o Genocídio da Juventude Negra. Essas e outras ações contribuíram para que o Fórum Baiano de Juventude Negra se constituísse como uma sólida força política.Sabemos que é árduo o caminho para a consolidação do Fórum Baiano de Juventude Negra, e que a descentralização, interiorização e a horizontalidade são aspectos indispensáveis para que este consiga em longo prazo abarcar toda a diversidade religiosa, afetiva – sexual e territorial da Juventude Negra Baiana.Acreditamos que as concepções ideológicas dos jovens negros (as) que se organizam na luta de enfrentamento ao racismo institucional, ao machismo, lesbofobia, homofobia e intolerância religiosa precisam ser ainda mais visíveis na atuação política dessa instância juvenil e neste sentido, lutaremos para que os princípios éticos sempre guiem a atuação política deste Fórum. Salvador, 16 de junho de 2008.

Nota Pública

quinta-feira, 9 de abril de 2009

O Fórum Baiano de Juventude Negra vem a público repudiar a situação ilegal e desumana que se encontra a população carcerária do estado da Bahia e prestar apoio e solidariedade à ASSOCIAÇÃO DE FAMILIARES E AMIGOS DE PRESOS DO ESTADO DA BAHIA /ASFAP-BA. Ainda, referendar os atos de protesto político realizados pelas pessoas que cumprem pena no Complexo Lemos Brito (pavilhões I, III, IV e V), Colônia Penal de Simões Filho (ala A), Presídio de Lauro de Freitas (raio B) e a Colônia Lafayette Coutinho. Compreendemos que os fatos desencadeados pela operação de repressão desenvolvida pela Secretária de Segurança Pública (Policias civil e militar) e Ministério Público, respaldados pela imprensa sensacionalista "lucram" com a noticia do crime organizado sem evidenciar o fracasso da sociedade política enquanto reguladora das relações sociais. Temos ciência de que as cadeias são partes integrantes do projeto de Genocídio da população negra e expressão das senzalas de ontem visando trancafiar e exterminar física e simbolicamente homens e mulheres negras. Não obstante, com a omissão de grande parte da sociedade civil que ora extermina ora categoriza os negros (as) como delituosos. Exigimos o cumprimento da Lei de Execuções Penais, haja vista, o Estado não deve somente PUNIR, mas assegurar que o cumprimento da pena dos indivíduos sob sua tutela, não seja acompanhada de violação de Direitos Humanos. Flagra - se as violações de Direitos na superlotação das celas, transferências indevidas dos internos, maus tratos, revistas vexatórias e truculentas, morosidade nos processos, falta de assistência medica, social, falta de uma política de ressocialização dos egressos, assistência aos familiares dos presos/as e normatividade no tocante a orientação afetivo-sexual. Declaramos, portanto, o nosso apoio a luta da ASFAP pela expressiva importância no pleito de melhores condições humanas aos presos e seus familiares. No ensejo tornarmos público as principais reinvidicações levantadas pela população carcerária no Complexo Lemos Brito na Conferência de Juventude (Livre) que realizamos:

  • Acompanhamento jurídico / fiscalizatório dos processos /penas
  • Respeito aos presos e seus familiares
  • Acesso à saúde, educação e cultura para todos os presos (as).
  • Custeio da visita para os familiares dos presos (as) que vem do interior do estado
  • Acesso à qualificação profissional para todos os presos (as)
  • Aceso ao trabalho para todos os presos (as)
  • Liberdade de culto
  • Assistência ao Egresso
  • Respeito à integridade física e moral dos condenados: não a tortura e Não a revista vexatória dos familiares
  • Cumprimento e aperfeiçoamento da lei de execuções penais

Fórum Baiano de Juventude Negra

Moção de Repúdio ao Governo do Estado da Bahia

Salvador, 18 de janeiro de 2008
O Fórum Baiano de Juventude Negra mais uma vez vêm a público repudiar a postura assassina do Governo Wagner deflagrada pela política de esvaziamento geográfico da população Negra e Jovem no território baiano por meio da ação lombrosiana dos aparelhos repressivos do Estado. A nossa geração votou no Governo Wagner, vestiu a cor vermelha de um projeto politico que anunciou a ruptura com o autoritarismo, segregacionismo racial e políticas higienistas amparadas estruturalmente através do genocídio do povo negro. Contraditoriamente, de forma inequívoca, se percebe a dicotomia desses pressupostos, verificada na atual conjuntura política de Extermínio da Juventude Negra, não obstante impulsionando à seguinte pergunta: Será mesmo que a BAHIA é TERRA de TODOS NÓS? Sabemos governador, o sofrimento de Vossa Excelência diante da constatação histórica de seus antepassados judeus exterminados, mas, duvidamos que seja mais danosa que o suplicio de mães negras que assistem o ingresso socíocida e desenfreado da polícia nas suas comunidades vulnerabilizadas. O seu pesar, Vossa Excelência, não supera as barbáries históricas acometidas ao povo negro, visivelmente percebidas pela interrupção dos nossos projetos de vida educacionais, profissionais e familiares, pois o que está em exercício nos expedientes normativos deste Governo é um verdadeiro Holocausto Negro. A nossa DECEPÇÃO vem desde a situação de Violação de Direitos Humanos no Sistema Prisional, a qual jovens negras e negros são tratados como dejetos sociais, improdutivos à lógica que trama categorizar as estratégias de sobrevivência inerentes à população negra como condutas delituosas. Governador, aquele gasoduto que passa debaixo da Colônia Penal de Simões Filho está fadado a explodir e encerrar a primeira etapa de extermínio geracional deste mandato, entretanto se estivermos vivos lutaremos para que seja o último. Este governo está fazendo o Gênero deformado. Nele vimos servidores do Estado submeter às pessoas tuteladas na prisão a inúmeros constrangimentos, ao vexame de estarem Na Mira do sensacionalismo midiático sem que a casa do Delegado Damasceno possa cair. Não esqueçamos que Damasceno chegou a invadir a casa de mãe de família, deu tapa na cara, chamou de vagabunda a Dona Rita e automaticamente todas as mulheres que se parecem com ela etnicamente. Por isso não causa estranheza a declaração do Secretário de Segurança Pública, de que se ‘um policial estiver acovardado para matar é só chamar ele’. Sabemos que a conseqüência das operações militares nos territórios de maioria negra, sob a desculpa fajuta de combate ao crime organizado e ao tráfico de drogas constitui a produção de um número cada vez escandaloso de óbitos que, cinicamente são classificados como auto de resistência, expressando a postura terrorista deste Governo. A Imprensa declara os números da Secretaria da Segurança Pública (SSP) da Bahia mostrando que o percentual de assassinatos em Salvador e região metropolitana cresceu 31,5% entre 2007 e 2008. No ano passado, foram 2.189 mortes, uma média de seis por dia, contra 1.665 em 2007. Deste modo, recomendamos que o Conselho Estadual de Juventude, este que será empossado na quarta-feira do mês corrente tenha como prioridade a formulação de políticas que pretenda ensejar um novo modelo de segurança pública e dê respostas à conjuntura de mortandade da juventude negra sem optar em fortalecer suas bases políticas partidárias em detrimento de um projeto politico de enfrentamento a opressão racial independentemente da conjuntura participativa ou ditatorial que esteja gerindo o Estado. Coordenação do Fórum Baiano de Juventude Negra Carla Akotirene Luedji Anjos Geovan Bantu Vivian Aqualtuni Elder Mahin

Audiência Pública: Em defesa da vida e da liberdade da Juventude Negra

Discutir e elaborar estratégias e ações de enfretamento ao genocídio decorrente do racismo e diversas formas de opressão que afeta diretamente a juventude negra baiana, levando em consideração questões de gênero, raça e orientação sexual, haja vista uma desvantagem histórica desse segmento que ainda nos dias atuais a juventude negra vem sofrendo com o extermínio físico e simbólico protagonizado pelo estado e que contam com a competência de grande parte da sociedade, defendendo que as políticas públicas devem se construir em instrumentos de mudança dessa realidade, esse é um dos objetivos da Audiência pública "em defesa da vida e da liberdade" que acontecerá no dia 27 de maio de 2008 das 9:30h as 13h00min na capital baiana. O evento será realizado no plenário da Assembléia Legislativa da Bahia no Centro Administrativo da Bahia -CAB. O encontro é uma proposição do Fórum Baiano de Juventude Negra, o fórum nasce como deliberação do I Encontro Nacional de Juventude Negra – ENJUNE consiste num espaço de construção de políticas públicas para juventude negra dialogando com grupos, movimentos, organizações e articulações de juventude negra. A audiência conta com a parceria da comissão de reparação da câmara dos Deputados presidida pela Deputada Fátima Nunes. Estiveram presentes na audiência juventudes de escolas públicas, organizações do movimento negro com setores de juventude negra, movimentos sociais, organizações governamentais e não governamentais, poder público, e jovens negras e negros não ligados a nenhuma organização.
  • Representantes do Poder público: SEMUR, SESAB, SETRI, SEPROMI, SJCDH, SEDES, SSP, MP, COMISSÃO DE DIREITOS HUMANOS-ALBA E FRENTE PARLAMENTAR DE JUVENTUDE – ALBA.

  • Sociedade Civil: CAMPANHA REAJA, MNU, ANA FLAUSINA LANÇANDO SEU LIVRO SOBRE A SITUAÇÃO DOS PRESIDIOS NO BRASIL, CDCN, KOLETIVO UNIVERSITÁRIO PELA DIVERSIDADE SEXUAL – KIU, ASSOCIAÇÃO DOS FAMILIARES E AMIGAS (OS) DE PRESAS (OS) - ASFAP. Passando por temas como violência policial e grupos de extermínio sistema prisional e carcerário, drogas, aborto e discutindo modelo de segurança pública no estado da Bahia.

Na mesma sessão