A Conferência Livre de Segurança Pública é uma iniciativa da Posse PCE que reunirá diversas outras entidades, associações e indivíduos que debatem ou são inclinados á uma discussão de segurança numa ótica racial
Em conformidade com as Conferencias Municipal, Estadual e Federal a serem realizadas em datas futuras, a Conferencia Livre, deve reunir entorno de 100 pessoas e organismos sociais e institucionais, além do terceiro setor, que dialogarão os temas a serem discutidos e apontarão propostas que visão coibir e/ou acabar com a violência público/privado/estatal que dizima as populações negras em todo território brasileiro.
A Posse PCE e as demais organizações que realizam esse evento, no exercício intelectual de pesquisa, no campo prático e teórico e na avaliação cotidiana das conjunturas vigentes, das conjunturas decorridas e nas que ao de vir, entende que a problemática da violência urbana em todo o território nacional, é fruto de um projeto minuciosamente arquitetado, que tem o intuito de manter as camadas menos abastardas da sociedade (leia-se negros e pardos) numa posição de subalternidade, medo e insegurança.
O projeto de nação elaborado pela elite brasileira desconsiderou a existência como cidadãos, dos negros, índios e demais segmentos étnicos raciais no Brasil, por esse motivo a segurança oferecida pelo estado não contempla a imensidão diversificada do conjunto populacional brasileiro.
O projeto de segurança pública do Brasil é racista, pois não considera as necessidades de todos, e quando se apresenta mostrando a cara para os não contemplados, mostra a face do medo e do horror. A polícia espalha a morte e o terror entre as comunidades pobres. O sistema prisional apodrece em seus porões homens e mulheres negras que não são assistidos pelo Judiciário, que também foi racialmente pensado para beneficiar alguns poucos.
Nesse sentido, a partir dessa leitura, nós, movimento Hip Hop de Lauro de Freitas e demais entidades, defendemos uma leitura mais aprofundada nos debates vindouros.
Sentimos a necessidade de alertar que por mais importantes que sejam as políticas públicas, essas não eliminarão as nascentes do mal que estão respaldadas no projeto raiz de sociedade
Por isso, justificamos a Conferencia Livre, que leventará essas e outras reflexões, além de encaminhar nossas propostas para as demais conferencias.
Ricardo Andrade
Ministro de Comunicação e
Relações Institucionais
Posse PCE




O carnaval deste ano em Salvador terá uma novidade inusitada proporcionada pela Secretaria de Segurança Pública. As delegacias móveis que serão colocadas nos circuitos da folia contarão com o reforço de jaulas para deter os “selvagens” que infringirem a Lei durante a festa de Momo. As unidades terão um delegado, um escrivão, três digitadores e cinco policiais plantonistas. Cada uma das celas, semelhantes às utilizadas nos zoológicos, pode abrigar de três a quatro detentos. Os equipamentos servirão como “centrais de flagrante”, em que os presos ficarão pouco tempo até serem encaminhados à uma delegacia. “É rápido, mas não tem como precisar porque depende do flagrante. É o tempo que demorar a preparação da documentação, nunca vai passar de algumas horas”, afirmou o diretor do Departamento de Polícia Metropolitana, Ruy Paz, ao Portal G1.





